20.4.08

A Internet é a resposta. Qual era mesmo a pergunta?

Todo mundo estava feliz e satisfeito com a publicidade, o marketing direto e as várias formas de comunicação de massa quando, sem ser convidada e sem pedir licença, surgiu a tal "rede mundial" e todos os seus serviços, que até hoje pouca gente sabe quais são.

A Internet e os outros produtos de comunicação digital (CD-ROM, DVD-ROM, multimídia, realidade virtual, videogames, WAP, P2P, ICQ etc.) às vezes parecem como sexo para adolescentes: ninguém sabe o que é direito mas todo mundo fala sobre e quer fazer. E, por mais insatisfatória que seja a experiência, fazem questão de contá-la para todo mundo em detalhes. E isso acontece porque, como o sexo para adolescentes, a internet é uma experiência nova, digital, diferente de tudo que já foi feito antes em termos de comunicação. A TV lembra, na maior parte de sua comunicação, teatros e tribunas, que são conhecidas desde que o mundo é mundo. O jornal e as revistas usam papel, que, desde crianças, ao manipular o Tio Patinhas, sabemos como funciona. Já para a comunicação digital não existem parâmetros, referências ou estruturas conhecidas. Assim, como não há -- com perdão da má palavra -- paradigmas, faz-se de tudo e tudo é lindo, lindo, lindo, um desbunde. Falar em qualidade é, seguramente, mudar de assunto.

A entrada dos computadores nas comunicações causou três "revoluções" em um período de pouco mais de dez anos, virando empresas de cabeça para baixo, desempregando e abrindo espaço para novos profissionais. Primeiro foi a desktop publishing, ou editoração eletrônica, que substituiu todo o processo de design gráfico que vinha sendo feito, com poucas modificações, desde a invenção da tipografia móvel pelo velho Gutenberg. Depois foi o vídeo digital, que substituiu as câmaras de tubo e o processo de edição usando fitas magnéticas e gerações. Agora é a internet que chega para deixar todo mundo confuso. Não é à toa que ela provoque tantas reações apaixonadas.

A chegada da internet, na realidade, tem muito pouco a ver com a informática e não pode ser comparada com a transformação causada pela entrada dos Macintoshes coloridos nos estúdios em 1986 (eu sei, você não é dessa época, mas saiba que livros inteiros como esse já foram feitos sem computador). A editoração eletrônica e o vídeo digital nada mais são que meras extensões de um processo que todo mundo estava acostumado a fazer: troca-se a Letraset pelas famílias de letras de computador, o aerógrafo pelo Photoshop e o resto continua igual. Já para a internet tudo muda: ao fazermos criação digital não estamos aprendendo a falar outra língua, estamos aprendendo outra forma de comunicação. E aí não dá para traduzir um texto em alemão para linguagem de surdo-mudo. Até dá, mas o resultado é pobre.

A internet não será a última revolução, pelo contrário: de agora em diante elas tendem a ser cada vez mais constantes e volumosas. Vêm aí a TV interativa, o papel digital e a wireless broadband. Depois disso, nem o céu será o limite.

Fonte: iMasters

Blog Marketing: a bola da vez

Hoje, entre 50 e 100 milhões de blogueiros se comunicam pela Internet, expressando idéias e experiências com produtos e compartilhando informações sobre empresas e negócios. Essa mídia revolucionária constitui-se hoje num fórum mundial. Nenhuma empresa pode se dar ao luxo de ficar de fora dessa conversa.

O maior fenômeno da Internet é a democratização das informações e a liberdade de expressão promovida pelas publicações pessoais veio para ficar. As empresas que não perceberem o poder dos blogs como ferramenta de marketing vão perder visibilidade para os concorrentes.

No futuro, o blogging será uma prática cada vez mais natural para a troca de informações entre as pessoas e as empresas. É simples: confiamos mais naquilo que as pessoas conhecidas nos dizem do que nas campanhas de publicidade promovidas pelas empresas. Se tivermos conhecimento de algo por meio de um blog, idealizado e escrito por pessoas de carne e osso, com experiências semelhantes às nossas, a tendência é confiarmos mais do que se obtivermos a informação por outro meio.

Por sua interatividade e facilidade de acesso, o blog marketing é uma ação complementar ao marketing tradicional. O blogging é baseado mais na conversa, na relação estabelecida, na forma como cativamos os interlocutores, na maneira de trocar experiências. As empresas podem se valer desse instrumento para criar experiências positivas, estabelecer um canal de comunicação e de relacionamento com seus consumidores.

Como exemplo, um caso destacado no livro Blog Marketing, de Jeremy Wright, de uma empresa que não deu a devida atenção a um comentário de um blogueiro e teve um prejuízo de mais de US$ 10 milhões. Em setembro de 2004, um jovem de São Francisco (EUA), Chris Brennan, consultor de segurança em redes e ciclista entusiasta, escreveu uma nota "Your brand new U-Lock is not safe" num fórum de ciclistas, que sua tranca de bicicleta, da marca Kryptonite, podia ser aberta com a ajuda de uma simples caneta esferográfica. Juntamente com sua mensagem, ele anexou um vídeo que detalhava a abertura do dispositivo anti-roubo com a caneta.

O poder do blogging multiplicou a divulgação do caso. Isso resultou num colossal golpe financeiro para a empresa, que se ofereceu para trocar as travas potencialmente defeituosas, por modelos diferentes.

Felizmente, também existem muitas histórias positivas resultantes de blogs. São empresas que abraçaram o mundo do blogging e testemunharam como resultados, uma maior visibilidade de suas marcas, a expansão significativa de seus negócios, apenas contando com a boa vontade e contribuição espontânea de seus próprios consumidores.

Fonte: iMasters

Entrevista: Wilson da Costa Bueno

O Gestor da Informação


Para o jornalista e professor de comunicação social Wilson da Costa Bueno, o profissional de comunicação atuante dentro das organizações começa a adquirir um novo perfil, o de gestor da informação.


Segundo Bueno, na era da informação o profissional de comunicação organizacional deve ter novos atributos. “ O assessor de imprensa deve ter conhecimento de aspectos discutidos na sociedade e a empresa precisa ter um posicionamento sobre vários assuntos.”


Wilson da Costa Bueno é jornalista e professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e da Escola de Comunicação e Artes da USP, autor de vários livros na área de comunicação empresarial, entre outros. Atua há mais de vinte anos como assessor e consultor de empresas em Comunicação Empresarial.


Para Bueno, a figura do assessor de imprensa deve assumir novas posturas e descreve o perfil deste profissional e das perspectivas da área em uma sociedade impulsionada pelas novas tecnologias.

SRPrado: O que muda dentro da empresa com as novas tecnologias ou com a falta dela? Qual o papel do assessor diante disso?

Wilson da Costa Bueno: Na verdade as organizações não estão ainda equipadas para essa realidade nova. Ainda estão muito lentas, muito pouco organizadas. Não é razoável que se tenha a possibilidade de organizar todas as informações e as organizações ainda não tenham preparado isso. É uma questão de cultura, de planejamento, de definições de prioridades. Pois a imprensa explora essas divergências e é preciso estar com as informações gerenciadas.

SRPrado: Hoje o assessor de imprensa também é chamado de gestor da informação. Que atributos deve ter este novo profissional?

Bueno: Primeiramente o assessor de imprensa precisa saber que as informações precisam ser organizadas, ele deve saber como organizar essas informações, tem que ter recurso para isso. Em uma organização como as informações não dependem somente do profissional de comunicação deveria existir um esforço para isso levando em conta quais aquelas que podem se tornar públicas ou não. Para que informação que interessa apenas a organização acabe vazando para a mídia. As empresas estão preocupadas com isso, porém elas não têm uma política de segurança de informação.

Hoje temos instrumentos para organizar a informação. É necessário ter conhecimento de aspectos discutidos na sociedade e a empresa precisa ter um posicionamento sobre vários assuntos, para que quando consultada tenha como responder com cautela e agilidade. A imprensa cobra isto e falta discutir isto dentro da corporação. Papel ocupado pelo assessor de imprensa. Isso exige organização de dados, informações, manter a coerência entre a direção da corporação durante uma possível consulta da imprensa. Na maioria das corporações ainda não existe uma cultura de organização dessas informações. O assessor de imprensa precisa ser informado sobre as ações da organização, seus planos, suas metas para que possa organizar a sua estratégia.

SRPrado: O perfil do assessor de imprensa mudou nas últimas décadas?

Bueno: Sim. As coisas estão caminhando para possíveis mudanças. Mas está um pouco mais lento do que deveria. O mercado cobra isso. O assessor continua fazendo um monte de tarefas e não consegue tempo para planejar. As pessoas têm pouco tempo para gerenciar a informação. Reconhecer que é importante e que a comunicação é estratégica. Mas isso ainda não tem acontecido. Hoje em dia é mais fácil liberar uma verba para um trabalho publicitário do que para organizar a imprensa.

SRPrado: Os empresários já reconhecem a comunicação como estratégica e vital dentro das organizações. Como o jornalista deve lidar com isso?

Bueno: É necessário ter uma cultura, uma estrutura e uma equipe para lidar com isso. É necessário se conhecer os públicos, se o assessor de imprensa conhece melhor o acionista, o cliente, o consumidor, a sociedade, evidentemente o seu contato com eles será melhor. Uma falha pode prejudicar os negócios, os objetivos que se querem atingir. Portanto não podem ser tratados com leviandade. Devem ser feitas mais profissionalmente e então se exige uma cultura nova, um novo posicionamento, um investimento, o perfil do profissional tem que mudar. Tem que ser uma pessoa capaz de gerenciamento.

É fundamental, por exemplo, que o assessor de imprensa leia jornal e saiba ler um jornal diferentemente do leitor comum, que ele esteja antenado no que acontece no mundo, principalmente no âmbito onde a organização que assessora é atuante.

Precisa entender o mercado, as oportunidades e precisa ter tempo para isso. Precisa ter uma percepção de mercado. Ele tem que ter tempo para isso, tem que ter capacitação para isso.

É necessário entender a imprensa, os tipos de imprensa, o jornalismo on-line, a televisão, o rádio, perceber que o jornal tem identidade própria. É necessário conhecer o jornalista, saber qual o posicionamento dele diante de algumas questões. Pois o fato de não conhecer o perfil do jornalista pode gerar uma informação contrária.

Se o assessor de imprensa não tem este tipo de inteligência estratégica vai sempre continuar fazendo um trabalho medíocre em um mundo mais complexo do que era antes.

SRPrado: Hoje existe uma necessidade dessa inteligência estratégica?

Bueno: Sim. Existe uma necessidade brutal disso. Isso significa que é preciso mudar a estrutura da área de comunicação. Saber realmente quais são os recursos disponíveis, organizar banco de dados, temos que ter essa inteligência de gerenciamento que já sabemos que se faz necessária. Porém não estamos formando gente para isso. Contratam assessores de imprensa que tem bons relacionamentos. O que não é ruim. O problema é que isso é pouco. Pois os relacionamentos vão embora e você não consegue ter bons relacionamentos em todo lugar.

Isso é muito pouco, pois é uma relação que a própria imprensa acaba rejeitando. Os relacionamentos têm que ser cada vez mais profissionais. E algumas organizações ainda acreditam apenas em bons relacionamentos. O que se deve destacar é que a organização não tem o controle da informação e nem nunca vai ter.

As mudanças foram muito aceleradas e algumas organizações não se deram conta disso ainda. O assessor de imprensa só pode tentar gerenciar melhor as informações se realmente fizer um trabalho transparente. Se o assessor circula apenas informação que interessa para ele e a organização pode perder o controle e a imprensa fazer leituras equivocadas. Não sabendo como agir em um possível acidente, alguém pode assumir isso na frente e não espelhar o que a organização realmente necessita.

* Wilson da Costa Bueno é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP, jornalista, tem mestrado e doutorado em Comunicação (USP) e especialização em Comunicação Rural e em Jornalismo Científico. As áreas principais de atuação são: Comunicação Empresarial, com foco específico em Auditoria de imagem das organizações e Jornalismo Especializado (Jornalismo Científico, Ambiental , em Saúde e em Agribusiness).

Blog Corporativo: sua empresa ainda vai ter um

Segundo Eduardo Favaretto, especialista em Tecnologia da Informação e Internet, os principais benefícios de um blog para empresas são: "uma forma estratégica e inovadora de estar um passo à frente da concorrência, uma escolha de investimento viável pois possui baixo custo, um meio alternativo de marketing boca-a-boca que traz excelentes resultados na divulgação da marca da empresa, seus produtos e serviços", revela.

No entanto, Favaretto adverte: "entrar nesta nova mídia sem a devida assessoria pode ser complicado". Existem ferramentas da nova geração da Web 2.0 que facilitam a gerência destes blogs.

Favaretto diz que, com a entrada dos blogs, a Internet deixa de ser uma biblioteca para se transformar num grande instrumento de interação global. "Aos poucos, o consumidor vai deixando o papel passivo e passa a interagir ativamente com as empresas", justifica.

Eduardo Favaretto orienta empresários e gestores de empresas sobre como planejar e introduzir o uso de blogs corporativos, com o objetivo de aumentar e fortalecer o relacionamento com seus clientes. "Vivemos a era dos blogs, na qual o mercado e as pessoas perceberam a importância de interagir, opinar e participar", diz.

Segundo ele, os blogs corporativos passaram a assumir as funções dos antigos SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor. "Muitas companhias têm se utilizado de uma linguagem mais informal na comunicação com seus colaboradores e clientes", informa Eduardo Favaretto. Isso tende a gerar simpatia e cumplicidade, um estreitamento nas relações procedentes da transparência e confiança mútua.

Para o especialista não há porque temer uma chuva de reclamações via blog. "O que as empresas precisam estar atentas, é com relação ao bom treinamento de seus funcionários para que esses possam interagir rapidamente com o reclamante e dissipar quaisquer insatisfações", garante Eduardo.

A preocupação deve ser em aproximar o cliente, informando e interagindo de forma aberta e sincera. Apresentar os valores da empresa ao mesmo tempo em que aumenta o aprendizado diante das avaliações feitas pelo usuário.

Dicas para usar em um blog para empresas

- Use a Internet a seu favor para a valorização de sua marca.

- Os blogs melhoram a comunicação interna das companhias e otimizam os processos internos.

- Entenda os pontos de vista dos clientes e aproxime-se mais deles.

- Mostre sua expertise, compartilhe suas experiências no blog.

- Use a opinião de seus clientes para criar novos produtos e serviços/

- Faça um blog transparente, respeite as criticas e dissipe rapidamente os boatos.

- Esteja sempre atento, contra-argumente as más noticias e esteja aberto às novas tendências.

Fonte: iMasters

About we

Quem somos e o que fazemos

A SR Prado é uma agência que trabalha pela constante busca de soluções em comunicação corporativa.

Adotamos em nossas ações uma visão crítica em relação à pratica das estratégias comunicacionais no meio corporativo.

Nossa empresa conta com profissionais que atuam na execução de projetos nas áreas de marketing, comunicação digital, design, desenvolvimento de conteúdos, organização e viabilização de eventos empresariais.

Missão

A SR Prado tem como missão aprimorar as técnicas de comunicação, proporcionando eficiente gestão administrativa em busca da excelência de atendimento, de maneira sustentável, às demandas de uma sociedade em constante evolução.

Serviços

Assessoria de Comunicação: consultoria e elaboração de estratégias comunicacionais para empresas que estão se instalando no mercado, ou para aquelas que estão em busca do fortalecimento de sua imagem.

Assessoria de imprensa: somos a interface entre o cliente e a mídia. Nossa preocupação é com a qualidade da informação e a relevância dos fatos sobre, e para, o assessorado. A partir de análise e diagnóstico, buscamos encontrar as necessidades de cada cliente propondo, desta maneira, soluções de acordo com a especifidade de cada demanda.

Projetos editoriais: nossa equipe possui experiência na criação de identidade visual para empresas, elaboração e desenvolvimento de websites e portais de conteúdo; publicações como jornais, revistas, house-organs, sejam eles de conteúdo jornalístico ou empresarial; além de trabalhos de diagramação e projeto gráfico em geral.

Comunicação digital: com a consolidação da internet, as corporações também passaram a ser fontes de informação e é necessário que estejam preparadas para o atendimento dessa nova realidade. A SR Prado coordena projetos em comunicação digital e desenvolve soluções por meio de uma análise minuciosa sobre as necessidades e potencialidade de seus clientes. Newsletters, blogs, comunidades virtuais são algumas das ferramentas utilizada.

Media Training: entendemos que o treinamento de empresários e políticos para o bom relacionamento com a mídia é uma necessidade que vem se ampliando a cada dia. Nossa equipe busca instrumentá-los para um melhor relacionamento com a imprensa, assim como auxiliar os profissionais de comunicação que são encarregados de dar instruções sobre este tema.